I'm safer on an airplane

than a world without love.

despeça-se com um beijo
do seu súbito desejo
de me encontrar
se nada que eu possuo
te abstém
da necessidade
de querer sempre mais
aos tropeços
me esqueço
como é conjugar
as palavras daquele velho verbete
que me remete
e inverte
o passado o qual me esqueci
de lembrar
ou apenas tentar
dar um fim.

Não sei como esconder
Aquilo que ainda não existe
Deixei para trás tudo o que eu pensava saber
E agora não sei mais o que em mim reside

E no final é sempre igual
Sigo para o lado oposto da sua voz
E de que me valeram as promessas, afinal?
Se não podemos mais ficar a sós

Aquilo que eu sentia adormeceu
Nem ao menos me lembro dos nossos dias felizes
Mas mantenho o nó em minha garganta ao te ver

O seu cheiro na minha roupa desapareceu
E mesmo que o amor não seja só para atores e atrizes
Prefiro fingir que sem ele, sei viver.

Com tal intensidade você vem
Me lembrar de tudo aquilo que passou
Volta sem esquecer o que deixou
Não sei se faz mal ou se faz bem

Só sei que prefiro assim respirar
Entre deslumbres e sonhos ofuscantes
Quero ser bem mais que apenas amante
E assim, pego emprestado o seu ar

Com tal intensidade você vai
E me deixa, novamente, junto a frustração
Por amar intensamente, perdi a razão
Então, fecho a porta depois que você sai.

Se nem versos poderiam me ajudar
Nessas noites vazias e frias
Se tudo indica que nada faz voltar
O que diria? O que faria?
Se estivesse em minha pele
Sou só insegurança agora
Não se importa com aquilo que me fere
Não olha para trás enquanto vai embora
É que amanhã acordo cedo
E ainda não tenho para onde ir
Abro os olhos com o mesmo medo
Que você deixou em mim ao partir
Minhas rimas já não salvam
Não enganam nem a mim
As velhas músicas já não me acalmam
Só fazem lembrar do que chegou ao fim.


Te direi em um versinho
Quanto carinho sinto por ti
Não mais quero seguir sozinho
Pois esqueci o que é a razão quando te vi
Sonhando acordado, me perdi no caminho
Dos romances de todos os livros que já li
Com os olhos fechados, cheguei bem pertinho
E o seu coração eu pude ouvir
Teu abraço no meu encaixava certinho
E me fez esquecer o que de mal eu já senti
Chegou devagarzinho
E ainda não caiu em si
Que só fiz esse versinho
Para dizer o quanto gosto de ti.

(créditos pro TPR pelo desenho lindo *-*)

Você é um oceano onde não quero navegar
Suas ondas são fortes e me puxam para perto
A areia onde piso é quente o bastante para me queimar
E eu posso não saber nadar do jeito certo

Não devo me sentir atraída pela correnteza
Em um lugar que ainda desconheço
Por mais que esteja hipnotizada pela sua beleza
Te admiro de longe e longe permaneço

Tenho medo do desconhecido
Aquele velho amigo meu
Que fazia meu tempo ser mais corrido
Por não querer esperar um beijo seu

O desconhecido que sempre me trouxe alguém para amar
Levava consigo o que de bom, em mim, restava
Sem perceber, ali estava eu, sem chão, sem ar
Esperando por algo que nunca chegava

E, de novo, ele retorna
Trazendo seus sentimentos abstratos
Ostentam quão frágil aquilo me torna
Enquanto esperam ser decifrados

E, graças a isso, o que eu me tornei?
Não quero um futuro equivalente ao passado
Ao lembrar de tudo que para trás deixei
Visto minha antiga armadura, prefiro continuar fardado


Por não saber, ainda, o que há de vir
Me contento em acreditar apenas no que sei
Se nada fez sentido, nem aquilo que já vi
De que me adianta tentar sentir o que nunca presenciei?

Velhas palavras são tudo o que agora tenho
Sem emoção, sem sofrimento
De caminhos confusos me abstenho
De sentimentos me privo por puro desalento

Me contradigo se penso e não faço
Me questiono se sou digna de tal afeto
Enquanto me pego protegida em teu abraço
Percebo teus olhos nos meus, é quando me veto

Perder pode ser sinônimo de ter
E não quero que, de novo, isso aconteça
Mas se ao abrir meus olhos eu ainda consiga te ver
Talvez seja você quem irá me livrar da minha eterna incerteza

(créditos pro TPR pelo desenho lindo *-*)

Meu coração não quer mais ser encontrado. Petrificou-se junto as mágoas que ainda estavam lá dentro. E agora, não há como elas saírem. Fechou-se e virou gelo. Pode ser comparado à um iceberg, que não pretende derreter tão cedo.

Mas ao mesmo tempo, ele pede café. Algo quente para beber, que escorre queimando a garganta e deixa tudo aquecido por dentro. O café, eterno vício, poderia derreter um iceberg? Não creio que possa, o gelo tão sólido ainda está ali. As mágoas lá dentro o deixam mais difícil de ser derretido.
Meu coração de iceberg não quer mais sentir o gosto de um amor quente feito café. Ele não quer deixar que as velhas mágoas se vão, para dar lugar a novas. Ele não quer mais se sentir aquecido, se depois irá se congelar novamente. Prefere ficar ali, quieto, batendo uma vez sim e outra não, cuidando para não ser disparado. Prefere ficar parado, como uma pedra, sem nada sentir.

Outro dia, talvez, ele volte a pedir um café quente.

Featured

About this blog

About me

Minha foto
Danielle
Escrevo por escrever palavras que já foram ditas ou pensadas (por mim mesma).
Visualizar meu perfil completo

Twitter Updates

Followers