I'm safer on an airplane

than a world without love.

Com tal intensidade você vem
Me lembrar de tudo aquilo que passou
Volta sem esquecer o que deixou
Não sei se faz mal ou se faz bem

Só sei que prefiro assim respirar
Entre deslumbres e sonhos ofuscantes
Quero ser bem mais que apenas amante
E assim, pego emprestado o seu ar

Com tal intensidade você vai
E me deixa, novamente, junto a frustração
Por amar intensamente, perdi a razão
Então, fecho a porta depois que você sai.

Se nem versos poderiam me ajudar
Nessas noites vazias e frias
Se tudo indica que nada faz voltar
O que diria? O que faria?
Se estivesse em minha pele
Sou só insegurança agora
Não se importa com aquilo que me fere
Não olha para trás enquanto vai embora
É que amanhã acordo cedo
E ainda não tenho para onde ir
Abro os olhos com o mesmo medo
Que você deixou em mim ao partir
Minhas rimas já não salvam
Não enganam nem a mim
As velhas músicas já não me acalmam
Só fazem lembrar do que chegou ao fim.


Te direi em um versinho
Quanto carinho sinto por ti
Não mais quero seguir sozinho
Pois esqueci o que é a razão quando te vi
Sonhando acordado, me perdi no caminho
Dos romances de todos os livros que já li
Com os olhos fechados, cheguei bem pertinho
E o seu coração eu pude ouvir
Teu abraço no meu encaixava certinho
E me fez esquecer o que de mal eu já senti
Chegou devagarzinho
E ainda não caiu em si
Que só fiz esse versinho
Para dizer o quanto gosto de ti.

(créditos pro TPR pelo desenho lindo *-*)

Você é um oceano onde não quero navegar
Suas ondas são fortes e me puxam para perto
A areia onde piso é quente o bastante para me queimar
E eu posso não saber nadar do jeito certo

Não devo me sentir atraída pela correnteza
Em um lugar que ainda desconheço
Por mais que esteja hipnotizada pela sua beleza
Te admiro de longe e longe permaneço

Tenho medo do desconhecido
Aquele velho amigo meu
Que fazia meu tempo ser mais corrido
Por não querer esperar um beijo seu

O desconhecido que sempre me trouxe alguém para amar
Levava consigo o que de bom, em mim, restava
Sem perceber, ali estava eu, sem chão, sem ar
Esperando por algo que nunca chegava

E, de novo, ele retorna
Trazendo seus sentimentos abstratos
Ostentam quão frágil aquilo me torna
Enquanto esperam ser decifrados

E, graças a isso, o que eu me tornei?
Não quero um futuro equivalente ao passado
Ao lembrar de tudo que para trás deixei
Visto minha antiga armadura, prefiro continuar fardado

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Escrevo por escrever palavras que já foram ditas ou pensadas (por mim mesma).
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